Mesa


A revolução

 

Mesa: “A Revolução vem do interior”

Com: Henrique Dantas, Olney São Paulo Júnior, Lula Oliveira, Geraldo Moraes e Marcelo Lins (Mediador).

Dia: 07 de junho, sábado.

Local: Cine Santa Clara

Horário: 10:30 a 12:00

 

Resumo

A mesa propõe debater sobre o tema “A Revolução vem do interior” a partir da perspectiva central de que a revolução deve partir do íntimo de cada indivíduo, sendo uma resposta aos anseios de mudança da sociedade na qual está inserido. Além de discutir qual a importância do poder de manifestação do cinema no contexto do Brasil ditatorial, da censura e repressão, bem como dos movimentos sociais mais importantes deste momento.  Apresentar por meio de uma perspectiva histórica e cinematográfica os caminhos percorridos pelos profissionais destas áreas que sofreram, refletiram e provocaram mudanças diante da Ditadura no Brasil das décadas de 1960 e 1970. Quais as transformações que esse momento histórico inspirou? Como descreveram e de que maneira protestaram as produções cinematográficas? O que sofreram os cineastas que levantaram a bandeira de resistência à ditadura? Qual a importância do Cinema e dos intelectuais desta área para esses movimentos sociais? E, afinal, quais as consequências que o sistema ditatorial gerou para o Brasil?

 

Componentes:

Henrique Dantas

3

 

O baiano Henrique Gilberto Mendes Dantas é bacharel em Artes Plásticas e mestre em Artes Visuais, ambos pela UFBA. Em sua carreira, acumula as funções de roteiro, produção e direção em produções como o longa metragem “Os Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano” (2009); o curta ficção “A Bicicleta do Vovô” (2012); o filme documentário “Ser Tão Cinzento” (2011), bem como o documentário longa metragem “Sinais de Cinza, A Peleja de Olney contra o Dragão da Maldade” (2013), entre outros. Neste último documentário, através de recortes da vida e obra do cineasta Olney São Paulo, Henrique trata temas como a ditadura militar, censura, dentre outros. Com longa lista de premiações, a exemplo das 4 estatuetas, no 42º Festival de Brasília, com o filme “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano”, dentre eles o prêmio de Júri Popular.

 

Lula Oliveira

1

 

Lula Oliveira é  jornalista, cineasta, sócio gestor da produtora baiana DocDoma Filmes, educador audiovisual e atual Representante Regional do Ministério da Cultura – Bahia e Sergipe. Desempenhou a função de produtor nos longa-metragens “Trampolim do Forte” (2010), “Vermelho Rubro do Céu da Boca” (2005) e “Caçadores de Saci” (2006). Já em “Cuíca de Santo Amaro – Ele o Tal” (2011) e “Cães e Premonição”, Lula atuou como produtor executivo. Além disso, o cineasta fez a co-produção do documentário “Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano” (2009).

 

Olney São Paulo Júnior

2

 

Olney São Paulo Júnior é músico, artista plástico, ator e historiador. Filho do cineasta Olney São Paulo e grande interessado nos temas que permeiam a obra do pai, “Olneyzinho” aportou há cerca de três anos em Salvador, vindo de Paris, onde tem domicílio e família. Desde então, além de outras funções, cumpre compromissos relacionados com a vida e obra do cineasta Olney São Paulo, preso e censurado pelo regime militar em 1969.

 

Marcelo Lins (Mediador)

5

 

Marcelo Lins possui graduação em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1998) e mestrado em História pela Universidade Federal da Bahia (2007). Atualmente é professor assistente da Universidade Estadual de Santa Cruz. Tem experiência na área de História, com ênfase em Teoria da História e História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: Cultura Popular, Comunistas, Gênero, Trabalhadores, História Política e Sindicatos. Participa de Projetos de Pesquisa e Extensão ligados a cultura popular e a História de Movimentos Sociais e Organizações de Esquerda.

 

Geraldo Moraes

4

 

Geraldo Moraes é professor e cineasta ligado ao debate de temas relacionados à ditadura e ao cinema independente. Participou da criação do Departamento de Cinema do estado de Goiás. Foi Secretário do Audiovisual e Secretário do Planejamento do Ministério da Cultura. Lecionou a matéria Cinema e televisão, na UnB. Sua obra compreende, entre outras produções, a direção dos longa-metragens “A difícil viagem” (1981), “Círculo de fogo” (1990), “No coração dos deuses” (1997) e “O homem mau dorme bem” (2009). Além de cineasta, Geraldo é também escritor e tem vários livros publicados. Em 2008, ganhou biografia da Coleção Aplauso, intitulada: “Geraldo Moraes – O Cineasta do Interior”, escrita pelo jornalista Klecius Henrique.